Helicobacter pylori

Dr. Miki Mochizuki, gastromiki@gmail.com

 

 Introdução

       As infecções por Helicobacter pylori são conhecidas há cerca de 40 anos, acometendo um grande número de indivíduos (40 a 70% da população) mundo afora, variando com a situação geográfica. Sua transmissão parece ocorrer ainda na infância e parece se relacionar, em parte, com condições socioeconomicas menos favoráveis nessa fase da vida. A transmissão fecal-oral é uma das teorizadas, através de água e alimentos contaminados. 

 

Consequencias da infecção por H. pylori

        A mais grave preocupação nas infecções por Helicobacter pylori está no desenvolvimento do câncer de estômago, mas o fato do indivíduo ter a bactéria não é um fator determinante! Portanto, se seu exame acusar esse resultado, fique calmo. Na maior parte das vezes, a pessoa infectada não manifesta qualquer sintoma, mas as pessoas susceptiveis podem manifestar:

 - dispepsia (dores de estômago, estufamento, mal estar antes ou após as refeições)

 - gastrites

 - úlcera gástrica

 - gastrite atrófica

 - câncer gástrico


Como se faz o diagnóstico?

          A detecção dessa bactéria é feita através de sua pesquisa na endoscopia, biópsia, ou exames respiratórios, como o hidrogênio expirado. O teste somente deve ser realizado se há fatores de risco ou intenção terapêutica. 

 

Quem deve ser tratado?

 - pessoas com diagnóstico ou antecedente de úlcera gástrica ou duodenal, com ou sem complicações

 - postadores de linfoma MALT

 - portadores de atrofia da mucosa gástrica ou metapasia intestinal

 - pessoas submetidas a gastrectomia por câncer gástrico

 - pessoas que possuem parentes de primeiro grau com história de câncer gástrico

 - portadores de obesidade mórbida com programação de gastroplastia redutora

 - pessoas que desejam ser tratadas

 - nos casos de dispepsia funcional

 - para redução do risco de úlceras pépticas e sangramentos gastrintestinais de pessoas que nunca utilizaram anti-inflamatórios

 - antes de iniciar terapêuticas crônicas com aspirina, com histórico de sangramentos gastrintestinais

 - indivíduos com histórico de refluxo gastroesofágico e que necessitam fazer uso crônico de inibidores de bomba de prótons

 - como estratégia de prevenção do câncer gástrico em populações de risco

 - em casos de anemia ferropriva idiopática, ou portadores de púrpura trombocitopênica.

 

Como tratar?

     O tratamento é realizado com antibióticos. Consulte seu médico! 

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